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HAMILTON ACERTA NA ESTRATÉGIA E TEM VITÓRIA HEROICA

Hamilton acerta na estratégia e tem vitória heroica na Alemanha. Vettel bate e abandona


Poucos seriam capazes de apostar em uma vitória de Lewis Hamilton após o problema mecânico no treino classificatório. Mas aqueles que acreditaram acertaram em cheio: em um GP da Alemanha que beirou a loucura nas últimas voltas, Sebastian Vettel saiu derrotado após bater e Hamilton saiu triunfante após acertar em cheio na estratégia neste domingo (22). Kimi Räikkönen, que chegou a sonhar com a vitória em certo momento, completou o pódio.

A grande reviravolta da corrida veio no fim, quando a chuva apertou. Apesar das condições climáticas adversas, parecia que Vettel tinha tudo sob controle. E não era o caso: com pneus secos em uma pista cada vez mais molhada, o alemão escapou da pista. O destino foi a brita e a barreira de pneus. O momento foi de choque para o alemão, que uma vez mais não venceria em Hockenheim.

Enquanto isso, em regime de safety-car, Hamilton se deu bem na estratégia. O britânico tomou a decisão de não parar, ao contrário de Bottas e Räikkönen, herdando a liderança. O britânico chegou a ser atacado por Valtteri, que depois foi avisado pela Mercedes para não lutar pela ponta.

Max Verstappen, pouco brilhante, cruzou a linha de chegada em um normal quarto lugar. A zona de pontos ainda contou com Nico Hülkenberg, Romain Grosjean, Sergio Pérez, Esteban Ocon, Marcus Ericsson e Brendon Hartley.

Saiba como foi o GP da Alemanha

Ao contrário do que alguns poderiam desejar, a largada em Hockenheim seria com pista seca. O céu seguia um pouco nublado, mas as chances de chuva não iam além dos 20% ao longo da primeira hora de corrida.

Mas a situação foi piorando. Já na volta de apresentação os pilotos apresentavam preocupação, vide Sainz falando via rádio que percebia nuvens de chuva se aproximando.

A largada se mostrou calma, ao menos na frente. Vettel e Bottas largaram bem, sustentam os dois primeiros lugares. Logo atrás, Räikkönen teve dificuldades para segurar Verstappen. Magnussen, Hülkenberg, Grosjean, Pérez, Sainz e Leclerc completavam o top-10. Hamilton teve uma largada mediana, subindo de 14º para 13º.

Três voltas bastaram para que Vettel abrisse 1s5 de vantagem sobre Bottas, evitando o uso do DRS. Apesar do bom ritmo da Ferrari, Räikkönen não se aproximava de Valtteri.

Na altura da sexta volta, Hamilton já era décimo, tirando Leclerc dos pontos. Ricciardo, por sua vez, escalava com mais parcimônia: largando em 19º, o australiano aparecia em 16º.

Enquanto Hamilton ultrapassava com facilidade, o resto do grid vivia disputas mais acirradas. Grosjean, que já havia perdido posição para Hülkenberg na largada, também foi superado por Pérez, aparecendo em nono. Era um começo decepcionante para um piloto que parecia capaz de pontear o grupo intermediário.

Hamilton terminou de passar os pilotos do pelotão intermediário na volta 14, quando Magnussen ficou para trás. Em quinto, o britânico tinha como desafio cortar uma diferença de quase 20s para Verstappen. Ricciado ainda vivia outra realidade e não havia sequer entrado na zona de pontos, em 13º.

Räikkönen abriu o ciclo de pit-stops na volta 15, voltando em quarto, atrás de Verstappen. A Ferrari teve a preocupação de antecipar o pit-stop para evitar que Kimi ficasse preso atrás de Hamilton. Com pista livre, o #7 teria a chance de encaixar voltas rápidas e ensaiar um ataque contra Bottas.

O ciclo de pits alcançou o pelotão intermediário na volta 20, quando Hülkenberg parou. Magnussen fez o mesmo na 21, ‘marcando’ o rival na briga pelo sexto lugar. Grosjean, um pouco mais atrás na ordem, veio na 22.

Vettel, por sua vez, parou na 26. E teve uma surpresinha: o tetracampeão voltou atrás de Räikkönen. Bottas e Verstappen, ambos sem paradas, passavam a ser primeiro e segundo. Os dois pararam na 28 e na 29, encerrando o ciclo. A ordem passava a ser Räikkönen, Vettel, Hamilton (que só pararia depois), Bottas e Verstappen.

Faltava só um piloto nesse grupo, Ricciardo. Que ficou pelo caminho: mesmo trocando diversas peças gastas do motor, o australiano perdeu potência na volta 29 e encostou na beira da pista.

Na volta 35, a situação da Ferrari na corrida ficava menos tranquila. Räikkönen começava a atrapalhar Vettel por ter pneus mais gastos, mas não estar disposto a abrir caminho. A sorte da equipe italiana é que Hamilton, também um pouco lento, não conseguia se aproximar.

Foi só na volta 41 que o drama se resolveu. Depois de alguma apreensão, Räikkönen aceitou a mensagem da Ferrari de “não segure o Sebastian” e abriu caminho.

Na volta 43, depois de tanto esperar uma chuva que não veio, Hamilton fez a parada. Como se esperava, o britânico voltou em quinto, precisando remar 8s para brigar por posição com Verstappen. E o timing se mostrou horroroso: exatamente uma volta depois de Lewis colocar outro set de pista seca, a chuva começou a vir com força.

As equipes reagiram de imediato. Leclerc e Alonso foram os primeiros a colocar intermediários, mas sofriam para encontrar tempo de volta. O problema é que, apesar de a curva 6 estar bastante molhada, alguns trechos do circuito tinham até sol. Mesmo assim, Verstappen parou para colocar intermediários, voltando em quinto e cedendo posição para Hamilton.

E definitivamente não deu certo: a pista começou a secar, forçando Verstappen a voltar aos pneus secos. E foi um grande erro: poucas voltas depois, a chuva voltou a cair. O caos começou: Pérez rodou, enquanto Räikkönen escapou e cedeu posição para Bottas.

E o pior veio depois: Vettel escapou sozinho no estádio, consequência da combinação de pneu seco com pista cada vez mais molhada. O alemão bateu e abandonou no ato, uma tragédia para sua campanha no Mundial de Pilotos. O safety-car veio à pista.

Enquanto isso, os boxes ficavam loucos. Bottas e Räikkönen pararam para colocar novos sets de pneus ultramacios. Hamilton seguiu na pista, herdando uma improvável liderança.

Fonte: Grande Prêmio

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