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Parque Tecnológico completa cinco anos de fomento à ciência e inovação



O Parque Tecnológico da Bahia completa cinco anos em setembro com cases de sucesso. São 30 empresas residentes e incubadas, seis instituições de pesquisa e apoio do Sebrae. Com diversos negócios e pesquisas em desenvolvimento no espaço do Tecnocentro, o aniversário do Parque é marcado por ainda mais incentivo ao desenvolvimento científico, tecnológico e inovador nas áreas de biotecnologia e saúde, tecnologia da inovação e comunicação, e energias e engenharias.

Segundo o coordenador do Tecnocentro, Igor Galvão, o trabalho no Parque tende a se expandir com novos empreendimentos e oportunidades. “Ainda este ano, vamos lançar um novo edital para pelo menos mais 15 startups para a Áity Incubadora. Temos o LabSolar já em fase de implantação, que é o primeiro laboratório do Brasil de certificação de placas fotovoltaicas, além do LivingLab, o ‘laboratório vivo’, resultado de uma parceria da Ufba com o Instituto Fraunhofer, da Alemanha, que vai testar tecnologias no conceito de cidades inteligentes e deve se inaugurado também até dezembro”, explica o coordenador.  

Localizado em um área de 581 mil metros quadrados, o Parque Tecnológico funciona com o Tecnocentro e possui lotes públicos e privados disponíveis para empresas interessadas em se instalar no local. Espaço que cria o ecossistema ideal para o desenvolvimento do potencial tecnológico que a Bahia possui. 

Áity Incubadora
 
Na incubadora do Parque, já são 21 empreendimentos de setores como saúde, tecnologia da informação e comunicação. É na Áity que empresas como a Sinergia Games, que já desenvolve jogos para o mercado, conseguem chegar mais longe. Para a sócia e diretora da Sinergia, Cristhiane Ribeiro, dividir o espaço com outros negócios voltados para tecnologia amplia as oportunidades. 

“Chegamos em 2014 e, a partir disso, recebemos uma série de assistências diretas e indiretas que possibilitaram que desenvolvêssemos mais o negócio. Diretamente foram consultorias de marketing, desenvolvimento de negócios e planejamento estratégico, que enriqueceram nossa visão e como atuamos. Além disso, indiretamente, o Parque fortalece as parcerias em função de estar aqui no parque, formando uma rede de startups que colaboram entre si”, conta Cristhiane. 

Empresas residentes

Entre as nove empresas residentes de base tecnológica, estão empreendimentos como a Maquin Soluções Inovadoras, responsável pelo aplicativo Vigilante, um rede social para denúncia de problemas urbanos que está presente em diversos estados brasileiros. Para o diretor de negócios da Maqhin, Rafael Câmara, foi no Parque Tecnológico que o empreendimento encontrou o amadurecimento para os negócios.

“Estamos aqui desde 2012, como empresa incubadora. Há um ano, nos graduamos e agora somos residentes. Sempre quisemos estar aqui pela própria marca do Parque, que é muito forte, e manter essa relação. Nunca pensamos em sair daqui pelo valor que essa marca agrega, além do networking que temos aqui com as instituições de fomento, com o ecossistema inovador e empreendedor, e do apoio que a Secti [Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação] traz para os negócios, de conexão com as instituições governamentais”, destaca o diretor da Maqhin. 

Pesquisa

São seis instituições no setor de pesquisa, entre elas o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) do Instituto Gonçalo Moniz, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que desenvolve informações científicas para políticas e ações na área da saúde, através de dados de mais de 100 milhões de brasileiros, em uma base única. 

Para a vice-coordenadora do Cidacs, Maria Yury Ichihara, o ambiente do Parque favorece a produção de ciência. “Temos a tranquilidade de estar junto da natureza, junto de outras áreas de desenvolvimento tecnológico, como, por exemplo, a Fraunhofer, que trabalha junto com a Universidade Federal da Bahia, e com a possibilidade de interagir com outras empresas que aqui estão alocadas”, afirma a vice-coordenadora.

Fotos: Elói Corrêa/GOVBA

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