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Governo fortalece protagonismo de jovens e promove debate sobre saúde e cidadania em conferência estadual


Fonte: SES
Texto: Jessica Wernz
Fotos: Francisco Campos/SES
27/06/17 Com a Conferência Livre de Saúde das Meninas, o Governo do Maranhão reuniu jovens de 15 a 18 anos para um debate sobre saúde, direitos e cidadania. Essa foi a primeira conferência das meninas que teve a saúde como tema.

O encontro, que aconteceu nesta segunda-feira (26), deu a jovens como Maria Fernanda Câmara, de 17 anos, a oportunidade de propor soluções para o sistema público de saúde, contribuindo para a construção Política Estadual de Saúde das Mulheres. “Percebemos o quanto a gente precisa melhorar as políticas públicas, especialmente dentro das comunidades. Eventos como esse reúnem meninas de todo o estado para falar sobre essas políticas de modo que elas avancem”, disse.

Realizado pelas secretarias de Estado da Saúde (SES) e da Mulher (Semu), Centro de Formação para a Cidadania Akoni, Plan Internacional e conselhos estaduais dos segmentos, o encontro é uma etapa preparatória para 2ª Conferência Estadual de Saúde das Mulheres do Maranhão.

Maria Fernanda Câmara faz parte de projetos da Plan Internacional há cinco anos. Atualmente ela integra projetos que promovem discussões sobre políticas públicas e tratam sobre saúde sexual e reprodutiva de crianças e adolescentes. Como ela, também participaram do debate jovens como Janaína Omnira, de 12 anos, que faz parte de projetos do Centro de Formação para a Cidadania Akoni. A jovem apresentou a carta que resultou da primeira Conferência Estadual das Meninas no Maranhão, realizada em 2015, que teve política como tema principal.

“Temos leis que garantem nossos direitos que não estão sendo cumpridas. Respeito deveria ser algo obrigatório que deveríamos aprender desde pequeno nas escolas. As pessoas costumam rotular coisas de meninos e coisas de meninas e sociedade não precisa de mais rótulos, precisamos é de respeito e igualdade. Faço parte de discussões assim desde 2015 e pretendo continuar por muito tempo porque acredito que a gente pode melhorar a realidade expondo os problemas e buscando juntos por soluções”, contou Janaína.

A assessora da SES e integrante da comissão organizadora da conferência, Ana Carolina Barbosa, reforçou o quanto é importante ouvir o que as meninas têm a dizer para efetivação das políticas públicas. “Enquanto gestores públicos, queremos deixar um legado que é propor uma lei que estabeleça a política estadual de saúde da mulher no estado. É preciso estimular o protagonismo de quem vai receber o serviço na ponta, para que as pessoas digam pra gente como esse serviço precisa ser prestado de fato”, explicou.

“O objetivo dessa conferência é ouvir as meninas e identificar as situações que mais as afetam nas questões relacionadas à saúde. A ideia é levantar as pautas e torná-las políticas públicas que de fato sejam efetivadas. A metodologia do encontro propõe discussões sobre a saúde, um tema que é frequentemente abordado em projetos da Plan”, disse a gerente de programas da Plan em São Luís, Creuziane Barros.

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